A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos e à promoção de práticas e comportamentos considerados protetores.

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Bem estar

Outubro Rosa: Saiba como prevenir o câncer de mama

Neste Outubro Rosa de 2021, a campanha de prevenção do câncer de mama do INCA está focada nas ações para reduzir os fatores de risco e a detecção precoce.

Um dos materiais produzidos para a campanha foi a sexta edição da cartilha “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?” que tem como objetivo fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama.  

Você pode baixar a cartilha no link abaixo:

https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document/cartilha-mama-6-edicao-2021_1.pdf

 O câncer de mama

O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Cerca de 2,3 milhões de casos novos foram estimados para o ano de 2020 em todo o mundo, o que representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas nas mulheres. As taxas de incidência variam entre as diferentes regiões do planeta, com as maiores taxas nos países desenvolvidos. É uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, e outros, não. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.

Os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

O autoexame das mamas - O autoexame da mama deixou de ser indicado para identificar e prevenir o câncer de mama por não ser um método capaz de descobrir tumores até 1 centímetro. Grandes estudos sobre o tema demonstraram baixa efetividade e possíveis danos associados a essa prática. Ao se autoapalpar e não identificar nenhuma alteração, a mulher pode deixar de procurar atendimento médico e não realizar os exames de detecção.

Entretanto, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) orientam a mulher a apalpar as mamas sempre que se sentir confortável, a qualquer tempo, sem nenhuma recomendação técnica específica ou periódica. Os dados oficiais mostram que é mais comum mulheres identificarem caroços no seio casualmente (no banho ou na troca de roupa) do que no autoexame mensal.

Outra recomendação é que mesmo sem sintomas, mulheres a partir dos 40 anos façam anualmente o exame clínico das mamas e aquelas entre 50 e 69 anos, no caso de baixo risco, se submetam a mamografia, pelo menos, a cada dois anos. Esta periodicidade leva em conta benefícios e riscos da mamografia, que é um raio-X capaz de identificar tumores pequenos. Já mulheres consideradas de alto risco devem procurar acompanhamento individualizado. Este grupo inclui aquelas com história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos.

Fatores de risco e prevenção - Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. O que significa dizer que as mudanças provocadas no meio ambiente pelo ser humano, os hábitos e os estilos de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos da doença e este é o caso do o câncer de mama. Para se ter uma idéia, no câncer de mama a influência genética corresponde a apenas 5 a 10%. Por isso, os cuidados com nosso corpo e nossa mente são fundamentais na prevenção do câncer de mama.

Manter o corpo em movimento é essencial para o combate ao câncer de mama. A prática regular de atividades físicas reduz o número de diagnósticos positivos e de mortalidade pela doença. Junto com uma alimentação balanceada, estima-se que a prática regular de atividade física possa reduzir em até 28% o risco da mulher desenvolver câncer de mama.

Fazer academia, pedalar, caminhar e correr, por exemplo, mantém a concentração de estrogênio em níveis adequados, diminuindo o risco da doença, além de fortalecer a imunidade, reduzir o tempo de trânsito gastrointestinal e manter o preso corporal adequado.

Outra aliada é a amamentação. Estima-se que o risco de desenvolver a doença diminui de 4,3% a 6% a cada 12 meses de duração da amamentação.

É preciso também ter atenção às emoções quando pensamos em prevenção do câncer de mama. Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, avaliaram 989 mulheres com câncer de mama. Por meio de questionários para avaliar o nível de estresse das pacientes, os pesquisadores descobriram que aquelas que estavam mais estressadas, tinham 38% mais risco de apresentar a forma mais agressiva da doença, que não costuma responder às terapias mais comumente utilizadas nos tratamentos. Outro estudo sueco mostrou que as mulheres com níveis altos de estresse têm um risco duas vezes maior de desenvolver um câncer de mama quando comparadas às mulheres que não apresentam estes níveis altos.

Alimentação - Nenhum alimento isolado possui efeito protetor contra o câncer, porém o seu desenvolvimento pode estar relacionado com a inadequação alimentar. Os estudos evidenciam que uma alimentação adequada e saudável consegue colaborar para prevenir o câncer de mama em mulheres, independendo da fase da vida; e a adoção de uma alimentação que priorize alimentos in natura e minimamente processados, aliada ao estilo de vida, pode garantir um melhor prognóstico.

O INCA reforça que as frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, sementes e nozes protegem contra o câncer, fortalecendo as defesas do corpo e ajudando o intestino a funcionar bem. Além disso, o Instituto ressalta que esses alimentos têm o poder de inibir a chegada de substâncias cancerígenas às células e de consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não for possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a sua morte, interrompendo a multiplicação desordenada.

Obesidade - Outro aspecto importante da alimentação com a prevenção do câncer de mama tem a ver com a manutenção do peso. Afinal, o excesso de gordura corporal provoca alterações hormonais e um estado inflamatório crônico que estimulam a proliferação celular, a apoptose reduzida, a instabilidade genômica e, consequentemente, o surgimento da doença.

Portanto, uma alimentação variada e rica em alimentos in natura de origem vegetal tem grande potencial de te proteger contra o sobrepeso, obesidade e, claro, o câncer.

Os riscos dos ultraprocessados - Alimentos como salgadinhos, biscoitos de pacote, temperos prontos, refeições congeladas e tantos outros que conhecemos por aí já são antigos vilões da nossa saúde. Mas quando o assunto é câncer, eles influenciam mais ainda!

Segundo o INCA, essa é uma categoria de alimentos ricos em gorduras, sódio, amidos ou açúcares e, portanto, promovem o excesso de peso que aumenta a chance de desenvolver pelo menos 12 tipos de câncer. Para agravar ainda mais a situação, eles são altamente saborosos e viciantes, o que aumenta ainda mais as chances de consumo excessivo.

Para reforçar ainda mais a importância da adoção de hábitos para a prevenção do câncer, estudos mostraram que ao seguir um estilo de vida mais saudável, incluindo alimentação e prática de atividade física, diminuiu em 19% a incidência de câncer de mama em mulheres e reduziu 60% a mortalidade por essa doença. Sendo assim, podemos encarar essa mudança de vida como uma prevenção primária.

 Fonte:  ojs.uricer.edu.br  /  www.gov.br   /  www.inca.gov.br  /   https://agenciabrasil.ebc.com.br/

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