Os malefícios do consumo de alimentos ultraprocessados afetam a sua saúde, o meio ambiente e toda a sociedade

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Bem estar

Saiba o impacto do consumo de ultraprocessados no mundo

Comida congelada, fast food, salgadinhos de pacote, refrigerantes, néctar de fruta, biscoitos recheados, carnes embutidas, macarrão instantâneo e por aí vai. São tantas as opções de alimentos ultraprocessados disponíveis no mercado que pode parecer que eles são as principais alternativas de consumo. Infelizmente, esses produtos estão cada vez presentes na sociedade, integrando a rotina alimentar dos brasileiros.

Muita gente costuma associar o consumo dos ultraprocessados ao ganho excessivo de peso, já que são produtos hiperpalatáveis que incentivam o consumo excessivo. Mas os impactos negativos dos ultraprocessados vão além da alimentação desequilibrada e da saúde.

Um estudo de 30 anos sobre as tendências alimentares do Brasil publicado na revista científica Lancet Global Health, foi o primeiro a explicar como os hábitos alimentares de um país afetam seu impacto nas mudanças climáticas. A nutricionista Jacqueline Tereza da Silva, uma das autoras do estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e das Universidades britânicas de Manchester e Sheffield, afirma:

"A dieta do brasileiro está caminhando numa direção que é maléfica para a saúde humana e, potencialmente, também para a saúde do planeta. Ao longo de 30 anos, o brasileiro está comendo mais ultraprocessados, aumentando o impacto ambiental de sua dieta, exigindo mais recursos da natureza e estressando mais o meio ambiente para se alimentar. E não de uma forma saudável, mas para pior: o consumo dos ultraprocessados quase dobrou no mesmo período.

Não podemos mais pensar na alimentação como questão de saúde somente. Não podemos ter um olhar reducionista frente à alimentação”, argumenta Silva. "Precisamos pensar no que chamamos de sistema alimentar e olhar cada alimento como resultado de um processo complexo, considerando o cultivo, todo o trabalho envolvido, os desperdícios… Tem toda uma cadeia envolvida”, conclui.

Saiba algumas razões para você evitar esses alimentos. Confira:

1 – Prejudicam o meio ambiente

A produção, distribuição e comercialização dos ultraprocessados são potencialmente danosas para o ambiente e, conforme a escala da sua produção, ameaçam a sustentabilidade do planeta, conforme explica o Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde. Isso porque existem várias etapas associadas a eles que impactam no meio ambiente. Começando pelas embalagens que, na grande maioria dos casos, não são biodegradáveis, aumentando o descarte de resíduos na natureza e, consequentemente, a poluição.

Além disso, a demanda por açúcar, óleos vegetais e outras matérias-primas comuns na fabricação de alimentos ultraprocessados estimula produções que envolvem o uso de agrotóxicos, de fertilizantes químicos e de água, que em contrapartida reduz a diversificação da agricultura. Por falar na água, o uso dela em várias etapas da produção desses produtos é imensa.

Fora a problemática da produção, a distribuição e comercialização dos ultraprocessados envolve longos percursos de transporte e, portanto, grande gasto de energia e emissão de poluentes. Por fim, o Guia conclui que o impacto dos ultraprocessados na natureza é representado por: degradação e poluição do ambiente, redução da biodiversidade e o comprometimento de reservas de água, de energia e de muitos outros recursos naturais.

2 – Minimizam a cultura alimentar

Preparações culinárias e modos de comer particulares constituem parte importante da cultura de um povo. Existem receitas que são passadas de geração para geração, hábitos alimentares que representam a identidade local, alimentos que são tipicamente consumidos e produzidos em uma determinada região. Tudo isso faz parte da cultura alimentar, que tende a ser perdida pelo aumento do consumo de ultraprocessados.

3 – Impactam o trabalho dos pequenos agricultores

O consumo de arroz, feijão, milho, mandioca, batata e vários tipos de legumes, verduras e frutas tem como consequência natural o estímulo da agricultura familiar e da economia local, favorecendo assim formas solidárias de viver e produzir.

Os produtores locais trabalham por demanda. Sendo assim, quanto maior o consumo dos seus produtos, maior a geração de renda dos pequenos agricultores, aqueles que levam comida de verdade para a mesa dos brasileiros.

Fonte: https://www.gov.br/saude    -   https://nutricao.t4h.com.br/   -   https://www.dw.com/

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